{"id":4032,"date":"2003-09-01T00:00:53","date_gmt":"2003-09-01T03:00:53","guid":{"rendered":"http:\/\/hnserver.com.br\/~psicologia\/cac\/?p=242"},"modified":"2025-12-02T14:04:08","modified_gmt":"2025-12-02T17:04:08","slug":"o-corpo-familiar-um-terreno-organizador-de-vinculos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/psicologiaformativa.com.br\/en\/o-corpo-familiar-um-terreno-organizador-de-vinculos\/","title":{"rendered":"\ufeffO Corpo Familiar: Um Terreno Organizador de V\u00ednculos \u2013 Por Iracema Teixeira, Setembro 2003"},"content":{"rendered":"<h2>O corpo familiar: um terreno organizador de v\u00ednculos<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por <em>Iracema Teixeira<\/em>**<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A proposta deste artigo \u00e9 compreender, sob a perspectiva da Psicologia Formativa\u00ae, criada por Stanley Keleman, o corpo familiar enquanto campo organizador na forma\u00e7\u00e3o de v\u00ednculos vivida pela crian\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Psicologia Formativa\u00ae \u00e9 uma teoria recente que integra, de forma profunda, os processos biol\u00f3gico e psicol\u00f3gico. Stanley Keleman afirma que a exist\u00eancia \u00e9 corporificada: \u201cEu sou meu corpo. Meu corpo sou eu\u201d.(Keleman, 1996, p.15).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesta abordagem, a fam\u00edlia \u00e9 entendida como um corpo coletivo\/social. Um terreno onde a crian\u00e7a ir\u00e1 desenvolver seu processo de matura\u00e7\u00e3o pessoal e organizar seu estilo pr\u00f3prio de dar e receber afeto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Todo corpo familiar possui um script que espera ser seguido pela crian\u00e7a. S\u00e3o expectativas marcadas pelo sucesso ou fracasso, pelo incentivo \u00e0 confian\u00e7a em si mesmo ou \u00e0 inseguran\u00e7a, pelo encorajamento ou temor ao crescimento. S\u00e3o expectativas que propiciam o desenvolvimento de um senso de capacidade e autonomia ou de incapacidade e menosvalia. Pode-se afirmar que, conforme a organiza\u00e7\u00e3o familiar, a crian\u00e7a ir\u00e1 maturar ou n\u00e3o sua individualidade. Neste sentido, a crian\u00e7a utilizar\u00e1 os adultos, com os quais interage, para formar seu pr\u00f3prio adulto. Ela ir\u00e1 lan\u00e7ar m\u00e3o de v\u00e1rias estrat\u00e9gias para pertencer ao seio familiar e garantir seu desejo de ser aceita; tais como o imitar, competir, submeter-se, cooperar, se isolar, invadir, confrontar, aproximar-se, desafiar, juntar-se.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A organiza\u00e7\u00e3o de um corpo pessoal adulto inclui uma trajet\u00f3ria biol\u00f3gica, inexoravelmente vivida, que molda e \u00e9 moldada pela experi\u00eancia do contato. Na vis\u00e3o formativa, tornar-se adulto \u00e9 um impulso presente desde a fecunda\u00e7\u00e3o, que compreende um anseio por formar v\u00ednculos pessoalizando os padr\u00f5es inatos de afei\u00e7\u00e3o\u00b9. Assim sendo, ao longo do desenvolvimento humano (da fecunda\u00e7\u00e3o at\u00e9 a morte) est\u00e1 presente o desejo de ser aceito.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Todo ser humano passa por diferentes est\u00e1gios de contato, desde a fecunda\u00e7\u00e3o. Antes de nascermos ficamos mergulhados dentro de um corpo \u2013 o \u00fatero, onde vivemos uma intera\u00e7\u00e3o de grande fus\u00e3o. A rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e\/bebe e bebe\/m\u00e3e retrata, desde cedo, a qualidade e a quantidade de dist\u00e2ncia e proximidade como primeiro esbo\u00e7o de organiza\u00e7\u00e3o de v\u00ednculos futuros. Neste primeiro momento existe, ao mesmo tempo, um impulso de vincula\u00e7\u00e3o e uma necessidade de manter uma separa\u00e7\u00e3o. Necessitamos de um corpo maior para sobreviver \u2013 o \u00fatero, por\u00e9m estamos separados pela placenta. \u00c9 como se diss\u00e9ssemos: \u201cFa\u00e7o parte de voc\u00ea, mas n\u00e3o sou voc\u00ea\u201d. Esta rela\u00e7\u00e3o vivida no \u00fatero, a partir das trocas de sangue, do crescimento celular, do bombeamento placent\u00e1rio \u00e9 \u201cuma rela\u00e7\u00e3o anterior \u00e0 personalidade individual&#8230;\u201d. (Keleman, 1996, p. 80).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao nascermos entramos em um corpo ainda maior, o mundo externo, e iniciamos, de forma mais definida, um novo processo de separa\u00e7\u00e3o e individua\u00e7\u00e3o. Inicia-se a segunda fase da rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e-crian\u00e7a que \u00e9 semelhante \u00e0 conex\u00e3o uterina, mas agora \u00e9 o corpo da m\u00e3e e seus seios, em particular, que se constituem as estruturas que sustentam o contato; configura-se, portanto, um n\u00edvel mais pessoal. O terceiro momento caracteriza-se pela maior participa\u00e7\u00e3o do pai e demais pessoas que comp\u00f5em o corpo familiar. A rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mais dual, torna-se coletiva.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Passo a passo uma maior inser\u00e7\u00e3o no mundo externo vai acontecendo. O corpo coletivo apresenta-se e \u00e9, gradativamente, introjetado pela crian\u00e7a, iniciando-se, assim, a organiza\u00e7\u00e3o de um corpo social.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tais est\u00e1gios apresentam formas de contato e conex\u00f5es distintas. S\u00e3o essas primeiras experi\u00eancias que nortear\u00e3o os estilos futuros de dar e receber afeto. Por\u00e9m, cabe lembrar que todo esse processo desenrola-se em um caldo cultural carregado de mitos ou id\u00e9ias distorcidas, como por exemplo:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cCrian\u00e7as n\u00e3o entendem o que acontece!\u201d. Perceber a crian\u00e7a como uma t\u00e1bula rasa, um ser passivo em suas viv\u00eancias interacionais favorecer\u00e1 ao surgimento de atitudes negligentes perante seus anseios e necessidades.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\"> \u201cOs pais e\/ou cuidadores s\u00e3o sempre os culpados por todos os problemas\u201d. Impor aos pais e\/ou cuidadores toda culpa pelo \u201cfracasso\u201d na educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as refor\u00e7a a vis\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o passiva atribu\u00edda \u00e0 crian\u00e7a.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro aspecto que vale ser considerado, diz respeito a alguns comportamentos frequentemente apresentados pelos adultos que podem ser impeditivos ao crescimento som\u00e1tico-emocional de suas crian\u00e7as. Segue alguns exemplos:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">Ter um filho como forma de amenizar sentimentos de solid\u00e3o, frustra\u00e7\u00e3o e amea\u00e7a de abandono; como tentativa de \u201csalvar\u201d uma rela\u00e7\u00e3o; para \u201cprovar\u201d algo; para atender \u00e0s expectativas sociais ou de outrem; etc.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\"> Criar demandas para se sentirem realizados atrav\u00e9s dos filhos: \u201cDesejo que meu filho tenha a profiss\u00e3o que eu n\u00e3o tive.\u201d, \u201cQuero que meu filho d\u00ea continuidade aos meus projetos.\u201d, \u201cQuero dar ao meu filho o que eu n\u00e3o tive.\u201d, etc.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\">Usar a crian\u00e7a segundo seus pr\u00f3prios interesses: \u201cMe sinto fracassado (a), meu filho ser\u00e1 algu\u00e9m e sentirei orgulho dele.\u201d, \u201cMeu filho ser\u00e1 tudo o que eu n\u00e3o fui.\u201d, \u201cAs coisas funcionam do meu jeito.\u201d, etc.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Portanto, de acordo com a Psicologia Formativa\u00ae, o desenvolvimento da experi\u00eancia de dar e receber afeto ou de amar e ser amado envolve quatro fases, pelas quais a crian\u00e7a passa a fim de organizar comportamentos afetivos futuros, que se fundamentam na qualidade das rela\u00e7\u00f5es que ela vivenciou com seus pais e\/ou outros adultos cuidadores. (Keleman, 1996).<\/span><\/p>\n<ol>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\"> Ser cuidado \u2013 Do nascimento at\u00e9 aproximadamente 03 anos de idade a crian\u00e7a necessita de um adulto para prov\u00ea-la de suas necessidades b\u00e1sicas, como: nutri\u00e7\u00e3o, calor, higiene. Em outras palavras, ela precisa sentir-se perto da fonte de nutri\u00e7\u00e3o para garantir a continuidade do seu processo de crescimento biol\u00f3gico, bem como perceber a presen\u00e7a de um corpo maior que d\u00ea suporte e a prov\u00ea de calor e prote\u00e7\u00e3o. A qualidade da intera\u00e7\u00e3o nessa fase propiciar\u00e1, na crian\u00e7a, a organiza\u00e7\u00e3o de um senso de garantia que seu crescimento prosseguir\u00e1, pois existe algu\u00e9m que est\u00e1 olhando por ela. O pedido t\u00e1cito da crian\u00e7a aos adultos \u00e9: \u201cCuide de mim, me d\u00ea suporte\u201d.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><span style=\"font-weight: 400;\"> Ser objeto de interesse \u2013 Ap\u00f3s os tr\u00eas\/quatro anos a crian\u00e7a anseia por sentir-se como objeto de interesse dos pais. Na medida em que a crian\u00e7a cresce um sentimento de autodom\u00ednio vai se organizando, assim o foco dos adultos dever\u00e1 estar em como ela ir\u00e1 formar suas rela\u00e7\u00f5es e que tipo de relacionamento desenvolver\u00e1. Cabe aos adultos, portanto, importarem-se com suas crian\u00e7as e o modo pelo qual elas se adaptam \u00e0s situa\u00e7\u00f5es sociais. Essa fase suscita a organiza\u00e7\u00e3o do sentimento de pertencer, que ela faz parte de uma comunidade de corpos. Seu pedido aos adultos \u00e9: \u201cOlhe para mim\u201d. \u201cVeja o que eu fiz\u201d.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><span style=\"font-weight: 400;\"> Compartilhar \u2013 Em torno dos seis anos inicia-se a transi\u00e7\u00e3o do apego para o compartilhamento, ou seja, o adulto \u201censina\u201d a crian\u00e7a sobre o que \u00e9 companheirismo. \u00c9 uma fase que envolve, concomitantemente, experi\u00eancias de separa\u00e7\u00e3o e proximidade propiciando, na crian\u00e7a, sentimentos de confian\u00e7a de que ela poder\u00e1 contar com algu\u00e9m independente da dist\u00e2ncia. O relacionamento forma-se pelo movimento de um corpo junto com outro \u2013 senso de estar acompanhado. \u00c9 o momento em que a crian\u00e7a expressa seus pr\u00f3prios sentimentos e percep\u00e7\u00f5es e possui a expectativa de que os adultos lhe deem alguma resposta. A crian\u00e7a \u201cdiz\u201d: \u201cAprendi isso&#8230; Senti isso&#8230; Experimentei isso.\u201d e solicita uma resposta dos adultos.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><span style=\"font-weight: 400;\"> Ser cooperativo \u2013 Por volta dos nove anos inicia-se a forma\u00e7\u00e3o de um corpo cooperativo. A crian\u00e7a interessa-se e compromete-se com algo maior do que ela. Ela se envolve mais com a intera\u00e7\u00e3o familiar e precisa perceber que cooperar vai para al\u00e9m do acompanhamento, que inclui o senso de que possuir um papel a desempenhar na fam\u00edlia. Nesse momento a crian\u00e7a, bem como os adultos, precisam perceber a necessidade de um esfor\u00e7o m\u00fatuo para sustentar o envolvimento em longo prazo. Al\u00e9m disso, precisam perceber que cooperar \u00e9 fazer algo junto em prol de um objetivo maior do que o desejo individual. O pedido da crian\u00e7a aos adultos \u00e9: \u201cQuero participar\u201d.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nas duas primeiras fases a crian\u00e7a necessita de um cuidador e nas demais de um cuidador\/companheiro. Ao assumirem esses pap\u00e9is, os pais e\/ou cuidadores, estar\u00e3o estimulando a forma\u00e7\u00e3o de corpo adulto maduro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As fases aqui apresentadas, apesar de terem sido descritas como a rela\u00e7\u00e3o adulto-crian\u00e7a, continuam durante a vida toda, portanto, n\u00e3o obedecem apenas a uma cronologia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o experi\u00eancias presentes em todos os contatos e relacionamentos amorosos que o indiv\u00edduo vivencia ao longo de sua hist\u00f3ria, ou seja, em todos e quaisquer relacionamentos tais est\u00e1gios se sobrep\u00f5em, em certa medida. Como diz a m\u00fasica: \u201cquando a gente ama, a gente cuida.\u201d. \u00c9 preciso tamb\u00e9m se interessar pelo ser amado, compartilhar a vida e intimidades e cooperar para manter o amor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Finalmente, viver seu pr\u00f3prio processo de matura\u00e7\u00e3o e ajudar\/ensinar o outro a viver o dele \u00e9 um ato de amor. Esse aprendizado segue por meio do tocar ternamente, olhar nos olhos, beijar com interesse, trabalhar junto, expressar calor, dar os limites necess\u00e1rios, ensinar a ouvir e dizer n\u00e3o, ser receptivo e n\u00e3o complacente, assim por diante. Dessa forma, espera-se que na fam\u00edlia, os adultos (um corpo maior) venham a ensinar a crian\u00e7a (um corpo menor) a cuidar, se interessar, compartilhar, ser \u00edntimo, brincar e trabalhar em conjunto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A fam\u00edlia \u00e9 um terreno, solo a ser fertilizado para germinar as formas adultas\/maduras de existir.<\/span><\/p>\n<p><strong>Bibliographic References:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><span style=\"font-weight: 400;\"> KELEMAN, Stanley. O corpo diz sua mente. S\u00e3o Paulo: Summus, 1996<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><span style=\"font-weight: 400;\"> Amor e v\u00ednculos. S\u00e3o Paulo: Summus, 1996<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><span style=\"font-weight: 400;\"> Mito e corpo: uma conversa com Joseph Campbell.S\u00e3o Paulo: Summus, 2001<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">*Artigo publicado na Revista OMB \u2013 Organiza\u00e7\u00e3o Montessoriana do Brasil. N\u00ba 6, setembro de 2003.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">** Iracema Teixeira \u2013 psic\u00f3loga cl\u00ednica (CRP 05\/8968), doutoranda em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialista em educa\u00e7\u00e3o Sexual, mestre em Sexologia Cl\u00ednica, professora universit\u00e1ria, membro da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana, membro profissional associado ao Centro de Psicologia Formativa\u00ae do Brasil.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O corpo familiar: um terreno organizador de v\u00ednculos Por Iracema Teixeira** &nbsp; A proposta deste artigo \u00e9 compreender, sob a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6,7],"tags":[],"class_list":["post-4032","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","category-outros"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/psicologiaformativa.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4032","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/psicologiaformativa.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/psicologiaformativa.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/psicologiaformativa.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/psicologiaformativa.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4032"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/psicologiaformativa.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4032\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/psicologiaformativa.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4032"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/psicologiaformativa.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4032"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/psicologiaformativa.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4032"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}